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  (12 Angry Men)

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Dados Técnicos

12 Homens e uma Sentença

Título:   (12 Angry Men)
Ano: 1957
Duração: 96min
Sinopse:Onze jurados estão convencidos que o réu é culpado por assassinato. O décimo segundo não tem dúvida sobre sua inocência.Como poderá este homem fazer com que os outros cheguem à mesma conclusão? É um caso em que aparentemente há provas avassaladoras contra um adolecente acusado de matar o pai. Um dos melhores filmes de todos os tempos.
Nacionalidade:Estados Unidos
Gênero:Drama/Ficção/Musical/Policial/Romance/Suspense/Terror

Votos & Críticas

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Nota: 9

Acredito que a outra crítica desse filme seja bastante elucidativa quanto ao filme, não vou ficar repetindo.

No filme, há 11 pessoas que acham o réu culpado e um que duvida de sua culpa e ao longo do filme fica claro que esse placar vai virar (desculpe se já contei o final), o que importa é como.

Acredito que é uma metáfora bastante interessante e da qual se tira muitas analogias é a mesa dos 12 apóstolos. Enquanto apenas um é inocente (representado pelo paletó branco), à medida que o filme caminha, cada um vai mudando seu veredicto, cada qual por seus motivos pessoais, embora os argumentos técnicos sejam concretos. Por arrogância, por vaidade, por preconceito (o caso mais evidente), etc; parece que eles não estão julgando o réu, mas sim, cada um que se diz acusador, é julgado por um pecado, ao termo que, no final, todos estão "perdoados". Uma curiosa cena, após os créditos, mostra a mesa vista de cima, com 11 presentes (Judas teria sido enforcado), na visão de Deus. Acredito que possa ser o visão do próprio Jesus, após ter sido inocentado (ressucitado).

Embora não tenha achado um filme cinematograficamente excelente (o filme é basicamente teatral, deixando de lado alguns aspectos do cinema), achei interessante essas analogias que dão um outro caráter ao filme.
(schnauzer)

Nota: 10

De fato, esse filme merece, sem a menor sombra de dúvida, estar no Top 10 da AFI (American Film Institute) e no TOP 100 do WGA (Writers Guild of America).
O filme retrata a decisão sobre a vida ou morte de um rapaz acusado de assassinar o pai. O início do filme, um dos pouquíssimos trechos que se passa fora da sala de decisão, apenas dita as regras (do filme): a decisão do júri precisa ser unânime. Caso o réu seja culpado, será condenado a morte, caso contrário, será considerado inocente. Qualquer uma das decisões não poderá ser anulada.
A partir de então, durante mais de 90 minutos, o filme se passa em uma única sala. Doze pessoas precisam decidir pela sentença do rapaz (que não se sabe o nome, e apenas se viu uma imagem de poucos segundos no início do filme). Apenas um dos doze júris vota pela inocência. O filme entretem de início, pelo fato de nada se saber sobre o crime. Os diálogos e suposições dos júris são tão bem elaborados que em determinado momento do filme, se tem uma completa visão do crime: sabe-se os motivos, as cenas, os envolvidos, os álibis, a arma do crime, a planta do apartamento, tudo isso com os mínimos detalhes, sem nada ter sido mostrado ao espectador. Até mesmo o background de cada um dos júris é explicado e com isso, todas as ações de cada um deles se justifica.
Aos poucos, a motivação do espectador passa de "qual foi o crime" para "como os júris serão convencidos".
No contexto atual, algumas das cenas são bem explicadas demais, o que foge um pouco a nossa realidade, mas para a época, 1957, era completamente necessário.
Um roteiro perfeito, fotografia espetacular e excelentes atuações.
Vale a pena refletir sobre a última cena...
(tschweizer)

Elenco & Produção

Direção
Sidney Lumet    
Roteiro
Reginald Rose    

Empresas

Distribuidora: Fox Video